O que os homens pensam sobre a DEPILAÇÃO MASCULINA?

Por Kássia Souza

Depilação masculina. Polêmica entre mulheres e homens. Pra mim, algo desnecessário na maioria dos casos. Tipo – sobrancelhas (a não ser que pareçam duas lagartas peludas), ombros (bah, desculpem-me os peludos, mas pêlos nos ombros não dá).  Tudo isso é uma questão meramente opinativa. Eu, Kássia, não gosto. O blog me permite isso, mas o objetivo é partilhar de opiniões e fontes diversas, como defende o bom e velho jornalismo.

Estética ou Higiene? O fato é que o assunto gera polêmica.

Circulando pelos vazios corredores da Unisinos em uma tarde cinzenta do mês de maio, fui em busca de  simpatizantes e não simpatizantes da depilação.

.: Luan Iglesias é daqueles que curtem o visual “clean” das partes íntimas. “Depilo mais por uma questão de higiene, acho que já passou aquele machismo, que não podia fazer nada. Não que eu seja um defensor nato. Não chego a ser um metrossexual, teria que fazer muito mais pra ser um.”Para o estudante de jornalismo, a depilação muitas vezes acaba acontecendo por uma necessidade do próprio ambiente de trabalho. “Eu já tirei parte da sobrancelha para apresentar um telejornal, mas por questão de se adaptar ao local de trabalho.”

 .: Já para Guilherme, estagiário da agência experimental de comunicação da Unisinos, a preocupação com a depilação masculina é fruto da preocupação estética excessiva.“Eu acho um metrossexualismo exagerado. Se o cara é muito peludo, apara como se faz com o cabelo. Nesse caso eu não acho exagerado. Olha o Tony Ramos, por exemplo. Mas no meu caso, os meus pêlos não incomodam.” Cogitar a depilação, para Guilherme, só a pedido de uma namorada, e a contra gosto. “Eu iria resistir se me pedissem, de repente até aderisse, mas seria muito complicado.”

.: O roteirista audiovisual, Adam Scheffel considera a depilação uma conquista masculina na atualidade. Para ele, depilação significa higiene. “Acho que é super tranqüilo. Pode ser uma depilação leve, pra manter limpo, ‘podado’. Acho que já foi quebrada essa barreira, acho que faz bem pra auto estima do homem.” Para Adam, movimentos que vão de encontro a um comportamento vigente sempre geram preconceito. E já que a metrossexualidade parece ser o comportamento contemporâneo, talvez a próxima revolução comportamental seja no sentido oposto.  “Sempre vem um movimento contra, e talvez contra essa onda de preocupação estética surja um homem desleixado, como uma contra-reforma do comportamento.”

 .: Já para o editor de imagens, Édson da Silva, depilação é uma questão de hábito. “Eu não sou adepto, nem mesmo daquela aparadinha básica. Eu experimentei a depilação uma vez e não gostei do resultado. Sabe como é, eu sou lá da fronteira, e para quem é da fronteira o máximo que se apara é o bigode”, comenta entre risos.

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